E para as donas de casa de plantão:

Top-5 Produtos Canadenses (Na minha opinião)

  1. Toalha de papel absorvente – Impressionante! Parece tecido. Você pode molhar, limpar a superfície, molhar de novo, espremer, e a folhinha fica quase intacta (dependendo da marca). Imagino que não deve ser muito ecológica, mas o fato de você precisar de apenas uma folha para limpar uma mesa suja, por exemplo, deve compensar.

  2. Detergente de lavar louças – O primeiro que compramos durou cerca de 4 meses! Tem que usar bem menos do que estamos acostumados a usar no Brasil, senão o sabão não sai dos pratos. O negócio é super concentrado.

  3. Desinfetante – Mesmo princípio do detergente. Super concentrado! Uma garrafa não dura 4 meses, porque o cachorrinho não ajuda e, às vezes, faz chichi no meio do banheiro. Aqui em casa chega a durar quase 2 meses.

  4. Meias anti-chulé – A melhor invenção do século. Imaginem passar o dia com os pés dentro de uma bota toda acolchoada por dentro, bem quentinha. Bom né? Nem tanto para o nariz. Mas com essa maravilhosa invenção, você pode tirar a bota em casa despreocupado. Claro que elas não fazem milagre e, se seu pé sua muito, provavelmente, depois de alguns dias usando a mesma meia vai dar um pouco de chulé, mas nada comparado com uma meia normal.

  5. Embalagens em geral – Aqui as embalagens são feitas para realmente conservar os produtos, mesmo depois de abertas. Quando é algum produto alimentício geralmente tem aquela tecnologia que parece com um zíper. O produto fica bem conservado por um bom tempo e você não se preocupa em fechar tudo com pregadores (hehehehe!). A caixa de leite tem um mecanismo bem inteligente (alguns não concordam) para abrir e fechar. Enfim, isso não é regra, é claro.

Depois vou postar o Bottom-5.

Ultimamente, os dias aqui em Montreal têm sido bem bonitos. Inspirados pelo céu limpinho e as temperaturas agradáveis que têm feito nesses dias, nós resolvemos fazer um picnic domingo (Na verdade há dois domingos atrás, mas demorei para postar). O lugar? Parc Lafontaine.

Quando a gente veio para Montreal, eu tinha em mente que iria me apaixonar pelo parc Mont Royal. Mas me enganei. O parc Lafontaine é o point dos picnics de domingo, grupos de pessoas andando de bicicleta, cachorrinhos de todos os tipos e crianças alimentando os patos, que brincam no enorme lago artificial, com direito a chafariz e queda d’água. Estou apaixonada pelo parc Lafontaine.

Visando inaugurar nossa mochila de picnic, uma das nossas aquisições mais recentes, graças ao casal da Bahia , Ludmila e Luís (http://receitasdalud.blogspot.com), resolvi que iria fazer algo bem simples, mas que desse para usar alguns dos acessórios da mochila.

O Márcio foi o responsável pelas bebidas. Ele fez o tradicional café com leite com ajuda da nossa cafeteira italiana (também comprada do adorável casal já citado acima).

Quanto às comidas, foram ambas receitas do blog da Lua (http://quichedemacaxeira.blogspot.com): O tradicional pão de requeijão (feito com queijo cottage substituindo o requeijão) e as adoradas blondies (com gotas de chocolate meio amargo e chocolate branco). Para colocar no pão, trouxemos geléia, manteiga e umas fatias de queijo cheddar processado. Não podia ser mais simples: café com pão e bolo.

Então, domingo de tarde nós fizemos a peregrinação para o parque. Eu (com o Athos na bolsinha), Márcio, Aleyne e Jim organizamos tudo, montamos nas nossas bixis e partimos em direção ao parc Lafontaine. Foi uma ótima tarde. Nós tiramos um monte de fotos, e o picnic foi um sucesso.

Além de tudo, descorbi uma utilidade pra rede que eu trouxe lá de Fortaleza. Vi várias pessoas deitadas nas redes, armadas entre duas árvores. Como foi que eu não pensei nisso antes? Da próxima vez, vou levar a minha redinha também.

Algumas coisas por aqui não são muito diferentes daí. Essa semana fomos no SAAQ fazer o teste escrito para tirar a carteira de motorista. Tivemos que marcar horário, por telefone, há cerca de um mês atrás.

Para quem não sabe, a nossa carteira é válida por um período de 3 meses após o “landing”. Depois disso, nós temos que ir no SAAQ para obter a carteira daqui. Alguns imigrantes, dependendo do país de origem, não precisam fazer o teste escrito e/ou o de direção. Mas, como brasileiros, que somos, os testes são obrigatórios para nós. Meu “appointment” estava marcado para 9h30min e o do Márcio para 9h50min, mas, por telefone, nos disseram para irmos juntos ao guichet. Com todos os documentos em mãos (Passaporte, papel do landing, Cartão do Assurance de maladie, carteira de motorista do Brasil e sua tradução obtida no consulado) chegamos no local por volta das 9h. Assim que chegamos, uma equipe de seguranças nos orientou a esperar no lado esquerdo, junto com várias outras pessoas que estavam ali há mais tempo, até que os guichets fossem abertos, o que aconteceu às 9h25min. Felizes e sorridentes, fomos para a fila. Ao chegar no guichet veio a decepção: nenhum “appointment” havia sido marcado para mim. O do Márcio estava OK, mas o meu não apareceu no sistema. Fui misteriosamente apagada da lista. Fiquei muitíssimo irritada. Acordei cedo, cheguei no trabalho tarde, gastei tempo, dinheiro e paciência por nada. Depois dessa, fui correndo para o trabalho para não precisar sair tão tarde. O Márcio ficou, lá fazendo o exame, mas, infelizmente, ficou reprovado por 1 questão. Ele vai ter que refazer somente as questões que errou.

Assim que cheguei no trabalho escrevi uma enorme reclamação no site do SAAQ. De tarde eles ligaram para o Márcio para conversar sobre a reclamação. Olharam no sistema e viram que eu realmente tinha um appointment marcado para o dia 16. Pediram desculpas, e disseram que ligariam marcando um outro appointment pra mim. Pelo menos essa parte foi bem diferente do Brasil. Pouco tempo depois, uma mulher ligou marcando para o dia seguinte às 8h30min .

No outro dia fui feliz, alegre e sorridente, já levando o meu PRcard (que chegou no dia anterior de tarde) para o guichet. Chegando lá, descobri que também precisava ter levado o papel do landing. Fiquei muito chateada. Fui em casa pegar o papel e voltei para o SAAQ, ainda com esperanças de ir trabalhar depois (bobinha!).

Com o papel do landing em mãos o doce rapaz no guichet, que naquele dia resolveu que não falava inglês, mas no dia anterior atendeu o Márcio o tempo todo falando inglês, passou quase 20 min olhando para os meus documentos. Ele estava em dúvida se teria problema o fato de a minha carteira de motorista ainda estar com o meu nome de solteira. Eu, já com ódio, falei para ele perguntar para alguém que soubesse. No final deu tudo certo. Fiz o exame de vista direitinho e depois fui fazer o exame escrito. Achei bem complicado. A prova é cheia de “cascas de banana” e é feita num computador do período Jurássico. Mas passei e já marquei o exame prático para o próximo dia disponível, 17 de novembro. Um outro rapaz do guichet me perguntou se eu queria comprar a carteira de aprendiz para praticar com alguém ou fazer alguma aula na auto-escola, mas por 46 dólares, prefiro fazer a prova com a cara e a coragem mesmo…

Saí de lá já era quase 16h.

Jazz Festival

Festival de Jazz de Montréal

Olá, caros amigos! Novamente ficamos um bom tempo sem postar. Nos desculpem pela demora. Temos estado bem ocupados. O estágio da Tuana finalmente começou e nas últimas semanas eu tenho trabalhado direto, então ficou meio complicado pra atualizarmos o blog. Calma, eu ainda não consegui emprego, é demorado mesmo (mais do que eu gostaria). Mas se você não está empregado, então procurar emprego deve ser seu full-time job! Todo dia eu procuro cumprir o expediente na busca por vagas ou na preparação para as entrevistas. É uma rotina cansativa, pois procurar emprego aqui dá bastante trabalho e não é fácil. Mas não vamos falar muito de trabalho agora não, deixemos isso pra um futuro post mais detalhado. A Tuana já fez um resumo de como isso funcioina por aqui. Vamos falar dos festivais e do verão dessa cidade.

Montreal é conhecida por seus eventos culturais, festas, festivais, restaurantes e atrações turísticas. Não falta coisa pra fazer e tem muitas atrações gratuitas. Entre o final de junho e meados de julho aconteceu o famoso Festival de Jazz de Montreal, que pra nossa felicidade, ficava a uns 3 quarteirões daqui de casa. Tinha vários palcos com shows gratuitos, muitas bandas daqui e de fora, inclusive gente grande como Stevie Wonder e Ben Harper. O primeiro fez o show de abertura e o segundo fez o encerramento do festival.

Outra apresentação memorável e muito especial pra mim, foi o show do Stu Hamm, um baixista que toca há décadas com o mestre Joe Satriani e começou tocando com o Steve Vai. Ou seja, desde moleque eu ouço esse cara dominar o contra-baixo enquanto acompanha os maiores feras da guitarra e, de repente ele estava ali, num palco pequeno, só ele e o seu baixo, tocando e contando histórias pra uma platéia pequena, bem na minha frente.

Esse show aconteceu num pavilhão do festival dedicado a instrumentos musicais. Todo dia tinha aulas gratuitas de violão, percurssão, apresentações de fabricantes como a Roland e sua linha de instrumentos “virtuais” e shows de músicos patrocinados pelos fabricantes de instrumentos. Nesse mesmo local assistimos a uma palestra excelente do Robert Godin, luthier fundador da marca de guitarras Godin (daqui do Quebec). Também teve uma feira de exposição com as principais lojas de instrumentos musicais da cidade e vários fabricantes, onde era possível experimentar os mais diversos equipamentos e instrumentos e tirar dúvidas com especialistas. Tudo isso sem precisar gastar nem um centavo. Veio bem a calhar pra um casal de imigrantes recém-chegados e semi-desempregados que adora música. :)

Ah, não posso esquecer de comentar que praticamente em todos os dias em que fomos lá pro festival, ouvimos alguma coisa de música brasileira. Ou era algum conterrâneo nosso se apresentando mesmo, ou eram bandas daqui tocando clássicos da nossa música ou mostrando a inegável influência da música brasileira no som mundial. Até o Stu Hamm citou Aquarela do Brasil e improvisou um sambinha no final de uma música dele.

Stu Hamm no Festival de Jazz

Stu Hamm no Festival de Jazz

O festival de Jazz acabou, mas a cidade não pára. Nessa época tem vários festivais. De tudo o que você possa imaginar: música, humor,  países (teve um da Grécia nesse último final de semana), música francófona, cinema, cultura africana, etc. Ontem vi a propaganda de um festival de mágica que está por vir.

No Francofolies, festival de música francófona, vimos por sugestão da prima do Molanda o show de um grupo vocal que nos deixou impressionados, o Chic Gamine. São 4 garotas que cantam incrivelmente bem, cada uma com sua própria identidade vocal, e mais um canadense/brasileiro na percurssão e vocais em algumas músicas. Pra mim isso foi um achado no meio da música francófona (a qual não costuma me agradar muito). Se bem que muitas músicas delas são em inglês, algumas em espanhol e uma em português. Essa salada toda representa bem a variedade cultural que a gente vê por aqui.

Por mais de dois meses tivemos também o L’International des Feux Loto-Québec, uma competição itnernacional de fogos de artifício que ocorreu todas as noites de sábado na mesma ilha onde fica o autódromo que sediava as corridas de Fórmula 1 (estão prometendo a volta do GP de Montreal para 2010!). Nosso apartamento fica num andar bem alto e tem uma vista privilegiada da cidade, inclusive dessa queima de fogos. Então desde que o alugamos, todo sábado tínhamos um reveillon particular na nossa janela por 30 minutos seguidos. Ótimo pra juntar os poucos amigos que temos aqui pra jantar e jogar conversa fora.

Pra quem quer aproveitar a natureza ou curtir um programa com mais tranquilidade, a cidade oferece inúmeros parques, com muita área verde, lagos, espaço pra praticar esportes, correr, andar de bicicleta, passear com o cachorro, fazer piquenique ou simplesmente relaxar e aproveitar o verão. Temos ido ao parque Lafontaine, que fica próximo de casa e é bem agradável. Ainda falta uma visita ao obrigatório Parc Mont-Royal, que deu nome à cidade e tem a melhor vista de todas. Nós já conhecemos uma parte dele nos nossos primeiros dias aqui, mas não fomos no mirante principal, de onde dá pra ver o centro da cidade.

Falando em parques e atividade física, uma coisa que eu adoro aqui são as Bixis.  É um sistema de aluguel de bicicletas que possui inúmeras estações espalhadas pela cidade. Você pega uma bike numa estação e devolve em outra. Por $5 você tem acesso durante 24h ao sistema, podendo ficar com uma Bixi por até 30 minutos de cada vez. É bem interessante para quem quer um meio de transporte ecologicamente correto ou simplesmente uma bike para passear pela cidade. Esse sistema está fazendo sucesso e Montreal vai exportá-lo para Londres e Boston.

Em meio ao dia-a-dia agitado de trabalho, procura por emprego, estudos, afazeres domésticos, etc., estamos aproveitando devagarzinho o que a cidade tem pra oferecer. Não precisa ter pressa, pois tem coisa suficiente pra passar um ano inteiro se divertindo sem se entediar e sem gastar muito, se você souber aproveitar as oportunidades.

Passamos um tempo sem postar devido a falta de novidades. Nesses dias o Marcio tomou um gás na procura de empregos. Descobrimos um monte de coisas erradas que estavamos fazendo nos currículos e finalmente acho que acertamos a mão. Ele tinha um currículo de 3 páginas com toda a experiência de trabalho dele até hoje. Quando tinha uma proposta interessante ele mandava esse currículo. Ele foi aconselhado pelas pessoas das próprias empresas, e por um colega dele daqui, a diminuir para pelo menos 2 páginas, e personalizar os curriculos para as propostas de emprego. Por exemplo: Se a proposta é para um Analista, não adianta ele colocar a experiência de Programador.

Outra coisa que disseram para a gente não fazer de jeito nenhum é ir nas empresas deixar o currículo. Talvez em outras áreas isso funcione, mas na TI parece que não ajuda muito não. Aliás, parece que atrapalha. Engraçado que várias pessoas disseram para fazer isso… Vai entender!

Como não tivemos outras novidades ficamos um tempo sem postar. O Márcio passa o dia na procura de empregos e tem feito algumas entrevistas promissoras. Eu ainda estou meio perdida esperando meu estagio começar.

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Essa semana  fomos no cinema assistir “Harry Potter and the Half Blood Prince”. Fomos no Cine Scotia Bank da St. Catherine. Se parece muito com o cinema do Iguatemi, mas em proporções gigantescas. O Márcio disse que lá tem Imax, mas nem prestamos atenção na hora de comprar os ingressos. Dia de terça o ingresso custa 5 dólares, enquanto nos outros dias custa 12 dólares. Decidido, só iremos ao cinema às terças-feiras.

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Hoje vou no escritório aqui perto saber sobre a Francisação. Estou precisando urgentemente. Apesar de todo mundo falar Inglês, um dia precisaremos falar Francês (eu acho).

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Sábado, no campeonato de fogos de artifício, foi o dia da Argentina. Não tiramos fotos porque recebemos o Linhares, Rafaela, Lilian e Diego aqui em casa para assistir também. Foi muito legal. Tenho certeza que teve uma hora que os fogos da Argentina escreveram Brasil no céu. Outra pessoa viu escrito Bagette. Hehehehe!! Enfim, acho que dependia da interpretação da própria pessoa.

Olá povo do nosso Brasil varonil!

Finalmente estamos conectados de volta ao mundo. Passamos 3 dias sem a bendita\maldita Internet. Assim que chegamos em Montreal algumas pessoas nos deram conselhos sobre empresas de telefone, internet e tv a cabo. A maioria delas nos disseram para não contratar os serviços da Bell. Porque além de caro, o serviço era ruim, etc.

Começando a história pelo começo, uma das primeiras coisas que precisamos providenciar foi um celular, já que temos que colocar um telefone nos currículos e o do Hotel só iria valer por 1 mês. Então pesquisamos as inúmeras empresas de celular por aqui pelo melhor plano. Para quem não sabe o serviço de telefonia de celular no Canadá é bem caro e ruim. Aqui você paga para ligar do mesmo jeito que paga para atender. Paga para ter identificador de chamada, para ter secretária eletrônica, etc. Os contratos são de no mínimo 2 anos e só tem 2 empresas que têm a tecnologia GSM. Em compensação, se você não está interessado em ter um Blackberry ou um iPhone, é muito provável que o aparelho saia de graça ou por um preço muito barato, dependendo da empresa. Ficamos em dúvida entre a Rogers e a Fido. Mesmo a Fido sendo da Rogers, os planos são bem diferentes e os aparelhos que são vendidos nas duas empresas podem sair por preços diferentes também.  Acabamos decidindo pela Fido, cujo o contrato é só de 2 anos (o normal é ser 3 anos), optamos pelo plano 100 minutos (ligar ou atender), ilimitado depois das 19h e nos finais de semana, envio e recebimento ilimitado de mensagens de texto, pela bagatela de $25. Além disso, tem o plano de utilities, com chamada em espera, identificador de chamadas e aumentando a margem de ligações ilimitadas de 19h para 17h por mais $15,00.

Enquanto ainda estávamos pesquisando planos para celulares, passamos por um estande da Bell e vimos os planos de celular, telefone, tv a cabo e internet da empresa. Achamos os preços bastante razoáveis, com exceção do celular. Como o prédio onde a gente veio morar só aceita outra empresa de TV a cabo, decidimos por fechar o contrato da internet e telefone fixo pela Bell. Eles deram um prazo de 3 dias para instalar tudo. Beleza. Faltava ainda uma semana para sairmos do Hotel. Tempo mais do que suficiente para irmos com tudo funcionando… Bobinhos!! Contratamos o serviço numa segunda-feira. Na terça nos ligaram para dizer que iam instalar tudo na quarta e que alguém tinha que estar no apartamento entre 8h e 18h da quarta-feira. Beleza. Eu passei a quarta-feira inteira no apartamento sem internet, sem televisão, sem nada pra fazer e ninguém da Bell apareceu… Liguei 3 vezes durante o dia e eles só mandaram esperar. No dia seguinte liguamos para a Bell. Segundo o atendente, o técnico foi e não tinha ninguém em casa… Como assim?!?!?! Eis que o atendente diz que não tinha como ele entrar, que tinha que interfonar e o atendente não sabia o código do interfone. Detalhe: tem uma lista do lado do interfone com o número do apartamento e o código para interfonar. Então o atendente diz que foi remarcado para Sábado, um dia antes da mudança. Depois de muito argumentar, resolvemos esperar. Eis que ninguém aparece no sábado. E o pior de tudo, descobrimos da pior maneira que os número “toll free” não são free se você liga do celular da Fido. Ligamos milhares de vezes para a Bell e acabamos todos os nossos créditos do celular com uma droga de serviço que não foi instalado. Depois de uma ultima tentativa de ter uma explicação do porquê ninguém veio no sábado, nos disseram que não sabiam explicar, que alguém viria na terça… Decidido: Cancelamos a “Belle Merde”. Contratamos outra empresa para a Internet, a VDN (MaxNet), que instalou tudo hoje, sem complicação. O telefone fixo ainda vamos decidir onde vamos fazer…

Pois é. Aprendemos a lição. Bell jamais!


Festival de Fogos de Montreal. Sábado 11 de Julho.

Money!

Uma das questões que os imigrantes têm que tratar ao vir pro Canadá é como trazer seu suado dinheirinho pras terras do norte. Algumas pessoas abrem conta no banco HSBC, que tem agências tanto no Brasil como no Canadá. Com sua conta aberta no Brasil, você pode pedir para ter uma conta no Canadá, assim você já chega no seu novo país com uma conta bancária aberta, podendo fazer pagamentos, transferências, etc. e me parece que fica mais fácil transferir dinheiro de um país pro outro. Bem prático e conveniente, mas não muito barato. Não quisemos fazer isso porque o custo era muito elevado para nosso orçamento. Também preferimos deixar pra pesquisar in loco as opções de bancos canadenses e o que eles ofereciam. Outra opção (insana!) seria levar todo o dinheiro em espécie. Essa descartamos desde o início, pois ficar passeando por aí com uma porção considerável (ou o total) das suas economias em espécie não me parece uma atitude muito ajuizada. Acabamos optando então por trazer uma pequena quantia em espécie para pagar por produtos e serviços nos primeiros dias e o resto em cheques de viagem (travelers cheques) da American Express em dólar canadense. Esta opção oferece algumas vantagens em relação às outras:

- Segurança: se você for roubado ou perder os cheques, não há problema, basta telefonar imediatamente para o AmEx que eles cancelam aqueles cheques e lhe enviam outros no mesmo valor em pouco tempo;

- Custo: não há taxas para a emissão dos cheques, só é necessário pagar a cotação no dia da compra. Clientes dos cartões American Express ainda ganham desconto;

- Validade: os cheques não têm validade, você pode usar quando quiser (mas acredite, eles não vão durar muito :-) );

- Comodidade: em alguns casos você pode comprar os cheques via telefone/internet e recebê-los em casa sem custo adicional. No nosso caso compramos com a Bradesco Câmbio e não havia disponibilidade de cheques em Fortaleza, mas havia em São Paulo. Então fizemos uma transferência bancária com o valor da compra e pedimos para receber os cheques na loja deles no Aeroporto de Guarulhos quando chegássemos a Sampa.

Muito bom, mas como tudo na vida, também há desvantagens:

- Os cheques funcionam com duas assinaturas. A primeira deve ser feita no momento do recebimento. Isso mesmo, você tem que assinar cada cheque assim que recebe, na frente da atendente que lhe entregou! Como a quantia mínima que um residente permanente deve levar para poder entrar no país são alguns milhares de dólares e os cheques já vêm com o valor impresso e são sempre em notas “pequenas”, de $20, $50 ou $100, por exemplo, a quantidade de cheques que você vai ter que assinar não será pequena. Se você tem orgulho da sua escrita e acha que consegue assinar sempre da mesma forma, você vai ver que após uns 10 minutos assinando sem parar, sua assinatura muda, por mais que você se esforce e seu braço dói, por mais que você tente ignorar. A outra assinatura do cheque você deve fazer na presença da pessoa que vai recebê-lo. Isso é para comprovar que o cheque está sendo usado pela mesma pessoa que o comprou.

- Aceitação: apesar de as empresas que vendem os cheques dizerem que eles são muito bem aceitos nos estabelecimentos, a coisa não foi bem assim pra nós. Poucos lugares aceitaram e em alguns foi necessário insistir um pouco e chamar o gerente.

Eu creio que o inconveniente de ter que assinar tantos cheques de uma vez se paga pela tranqüilidade que você ganha sabendo que não vai perder sua grana caso seja assaltado ou perca os cheques. Quanto aos problemas de aceitação, você pode ir a diversas agências de bancos no Canadá e trocar seus cheques por dinheiro vivo sem taxa nenhuma, mesmo sem ter conta bancária aberta. Informe-se sobre isso com a empresa responsável, caso você compre cheques de viagem.

Falando em conta bancária, essa é outra questão que temos que resolver o mais rápido possível. Nos primeiros dias após sua chegada num outro país, você provavelmente ainda não vai ter um endereço fixo, um telefone e nem um emprego, coisas que os bancos costumam exigir para abrir uma conta em seu nome. Cartão de crédito então, fica mais difícil ainda e ele é necessário pra construir um histórico de crédito no Canadá, o que no futuro lhe permitirá pedir crédito para financiar um carro ou uma casa. Tem brasileiro que esperou anos pra conseguir ter cartão de crédito aqui no Canadá.

Pra sorte dos candidatos a novos canadenses, parece que alguém no mercado bancário enxergou nos imigrantes recém-chegados a oportunidade de fisgar precocemente clientes que no futuro podem lhe render bons lucros. O ScotiaBank criou há pouco tempo uma linha de serviços para os imigrantes, o StartRight Program. Pra abrir uma conta com direito a cartão de débito e cartão de crédito com limite de $1000, basta levar seu documento de landing e seu passaporte. Apenas isto! Nem dinheiro você precisa levar pra depositar na conta. E isso tudo sem pagar absolutamente nenhuma taxa durante um ano inteiro! Melhor impossível, só se dessem dinheiro de graça. E de certa forma eles dão! Hehehe. Enquanto no Brasil a gente pagava uma taxa anual pra ter um cartão de crédito, aqui no Canadá nosso Visa é um tal de Moneyback. Nesse tipo de cartão nós sempre recebemos de volta uma porcentagem de tudo o que gastamos com ele. Basta pagar tudo em dia. Essa porcentagem aumenta na medida em que seu consumo aumenta. Na prática é como se a gente recebesse uma anuidade por usar o cartão.

Dessa forma, graças a dicas que lemos nas listas de discussão sobre brasileiros que imigram para o Canadá, encontramos o ScotiaBank e menos de uma semana após a nossa chegada já tínhamos uma conta conjunta num banco canadense e nossos cartões de crédito estavam solicitados. Sem gastar nem um centavo por isso. Pra facilitar a vida, depositamos todos os travelers cheques nessa conta. Ainda dói muito ver as nossas economias serem gastas em dobro (ai, ai… porque 1 Real não pode ser igual a 1 Dólar?), mas pelo menos pulamos essa parte de ter dor de cabeça pra abrir conta em banco e conseguir cartão de crédito.

Uma das questões que os imigrantes têm que tratar ao vir pro Canadá é como trazer seu suadodinheirinho pras terras do norte. Algumas pessoas abrem conta no banco HSBC, que tem agências tanto noBrasil como no Canadá. Com sua conta aberta no Brasil, você pode pedir para ter uma conta no Canadá,

assim você já chega no seu novo país com uma conta bancária aberta, podendo fazer pagamentos,

transferências, etc. e me parece que fica mais fácil transferir dinheiro de um país pro outro. Bem

prático e conveniente, mas não muito barato. Não quisemos fazer isso porque o custo era muito elevado

para nosso orçamento. Também preferimos deixar pra pesquisar in loco as opções de bancos canadenses e

o que eles ofereciam. Outra opção (insana!) seria levar todo o dinheiro em espécie. Essa descartamos

desde o início, pois ficar passeando por aí com uma porção consideravel (ou o total) das suas

economias em espécie não me parece uma atitude muito ajuizada. Acabamos optando então por trazer uma

pequena quantia em espécie para pagar por produtos e serviços nos primeiros dias e o resto em cheques

de viagem (travellers cheques) da American Express (http://www.americanexpress.com/br/tc/index.html)

em dólar canadense. Esta opção oferece algumas vantagens em relação às outras:

- Segurança: se você for roubado ou perder os cheques, não há problema, basta telefonar imediatamente

para o AmEx que eles cancelam aqueles cheques e lhe enviam outros no mesmo valor em pouco tempo;
- Custo: não há taxas para a emissão dos cheques, só é necessário pagar a cotação no dia da compra.

Clientes dos cartões American Express ainda ganham desconto;
- Validade: os cheques não têm validade, você pode usar quando quiser (mas acredite, eles não vão

durar muito :-) );
- Comodidade: em alguns casos você pode comprar os cheques via telefone/internet e recebê-los em casa

sem custo adicional. No nosso caso compramos com a Bradesco Câmbio e não havia disponibilidade de

cheques em Fortaleza, mas havia em São Paulo. Então fizemos uma transferência bancária com o valor da

compra e pedimos para receber os cheques na loja deles no Aeroporto de Guarulhos quando chegássemos a

Sampa.

Muito bom, mas como tudo na vida, também há desvantagens:

- Os cheques funcionam com duas assinaturas. A primeira deve ser feita no momento do recebimento. Isso

mesmo, você tem que assinar cada cheque assim que recebe, na frente da atendente que lhe entregou!

Como a quantia mínima que um residente permanente deve levar para poder entrar no país são alguns

milhares de dólares e os cheques já vêm com o valor impresso e são sempre em notas “pequenas”, de $20,

$50 ou $100, por exemplo, a quantidade de cheques que você vai ter que assinar não será pequena. Se

você tem orgulho da sua escrita e acha que consegue assinar sempre da mesma forma, você vai ver que

após uns 10 minutos assinando sem parar, sua assinatura muda, por mais que você se esforce e seu braço

dói, por mais que você tente ignorar. A outra assinatura do cheque você deve fazer na presença da

pessoa que vai recebê-lo. Isso é para comprovar que o cheque está sendo usado pela mesma pessoa que o

comprou.
- Aceitação: apesar de as empresas que vendem os cheques dizerem que eles são muito bem aceitos nos

estabelecimentos, a coisa não foi bem assim pra nós. Poucos lugares aceitaram e em alguns foi

necessário insistir um pouco e chamar o gerente.

Eu creio que o inconveniente de ter que assinar tantos cheques de uma vez se paga pela tranqüilidade

que você ganha sabendo que não vai perder sua grana caso seja assaltado ou perca os cheques. Quanto

aos problemas de aceitação, você pode ir a diversas agências de bancos no Canadá e trocar seus cheques

por dinheiro vivo sem taxa nenhuma, mesmo sem ter conta bancária aberta. Informe-se sobre isso com a

empresa responsável, caso você compre cheques de viagem.

Falando em conta bancária, essa é outra questão que temos que resolver o mais rápido possível. Nos

primeiros dias após sua chegada num outro país, você provavelmente ainda não vai ter um endereço fixo,

um telefone e nem um emprego, coisas que os bancos costumam exigir para abrir uma conta em seu nome.

Cartão de crédito então, fica mais difícil ainda e ele é necessário pra construir um histórico de

crédito no Canadá, o que no futuro lhe permitirá pedir crédito para financiar um carro ou uma casa.

Tem brasileiro que esperou anos pra conseguir ter cartão de crédito aqui no Canadá.
Pra sorte dos candidatos a novos canadenses, parece que alguém no mercado bancário enxergou nos

imigrantes recém-chegados a oportunidade de fisgar precocemente clientes que no futuro podem lhe

render bons lucros. O ScotiaBank (http://www.scotiabank.com/) criou há pouco tempo uma linha de

serviços para os imigrantes, o StartRight Program (http://www.scotiabank.com/StartRight/index.html).

Pra abrir uma conta com direito a cartão de débito e cartão de crédito com limite de $1000, basta

levar seu documento de landing e seu passaporte. Apenas isto! Nem dinheiro você precisa levar pra

depositar na conta. E isso tudo sem pagar absolutamente nenhuma taxa durante um ano inteiro! Melhor

impossível, só se dessem dinheiro de graça. E de certa forma eles dão! Hehehe. Enquanto no Brasil a

gente pagava uma taxa anual pra ter um cartão de crédito, aqui no Canadá nosso Visa é um tal de

Moneyback. Nesse tipo de cartão nós sempre recebemos de volta uma porcentagem de tudo o que gastamos

com ele. Basta pagar tudo em dia. Essa porcentagem aumenta na medida em que seu consumo aumenta. Na

prática é como se a gente recebesse uma anuidade por usar o cartão.

Dessa forma, graças a dicas que lemos nas listas de discussão sobre brasileiros que imigram para o

Canadá, encontramos o ScotiaBank e menos de uma semana após a nossa chegada já tínhamos uma conta

conjunta num banco canadense e nossos cartões de crédito estavam solicitados. Sem gastar nem um

centavo por isso. Pra facilitar a vida, depositamos todos os travelers cheques nessa conta. Ainda dói

muito ver as nossas economias serem gastas em dobro (ai, ai… porque 1 Real não pode ser igual a 1

Dólar?), mas pelo menos pulamos essa parte de ter dor de cabeça pra abrir conta em banco e conseguir

cartão de crédito.

Olá,

passamos um tempo sem postar nada porque estávamos tentando aproveitar o pouco tempo entre feriados para procurar apartamentos e empregos…

Depois de pouca procura alugamos um apartamento a 2 quarteirões de onde estamos. É bem pequeno mas a vista é simplesmente maravilhosa. Alem disso fica no aqui Plateu Mont Royal, muito mais perto de todas as principais empresas que o Márcio precisa deixar currículos. A gente sublocou o apartamento, mas acabamos indo lá no escritório para assinar contrato. Como ainda não temos empregos e nem histórico de crédito, tivemos que pagar o primeiro e os dois últimos meses de uma vez só.

vista do apartamento

No dia em que decidimos alugar, encontramos uma cômoda abandonada nos armários do prédio. Foi nosso primeiro móvel! Tava novinha! Depois fomos visitar a Lílian e o Diego (um casal de brasileiros que moram aqui perto) e tinham deixado na garagem deles uma mesinha de estudos e um armário de prateleiras. A mesinha esta meio acabada, mas as prateleiras só precisava pregar o forro de novo. Impressionante como as pessoas desperdiçam dinheiro por aqui!

Quinta fomos na Ikea. É o paraíso! Compramos uma mesa com 4 cadeiras por CAD$ 79,00. Muito barato. Compramos um monte de coisas por la. Um móvel para colocar uma TV que ainda não temos, uma escrivaninha para o Márcio, duas luminárias (aqui não tem luz na sala e nos quartos), pratos, panelas, copos, etc.

Depois fomos na Dolarama (tem uma dentro do prédio em que vamos morar) e compramos o resto de coisas que faltava: utensilios de cozinha, lixeiras, saboneteira, panos de prato, etc.

Montar os móveis foi outra saga. Os móveis vêm perfeitamente embalados, cada um com seu manual de instruções para montagem, com todos os parafusos e chaves necessários para montagem. Foi trabalhoso, mas terminamos tudo ontem de tarde. Ufa!!

Palco do show do Stevie Wonder

Palco do show do Stevie Wonder

Essa semana, na terça-feira, começou o festival de Jazz de Montreal. A abertura foi com um show de grátis do Stevie Wonder. Perfeito! O show foi na mesma rua em que alugamos nosso apartamento novo. Bem pertinho! Vimos meio de longe porque a antiga locatária do nosso apartamento nos convidou para ir junto com ela e uns amigos dela. Então fomos antes para a casa dela e depois voltamos para o festival. Como ela e os amigos dela são mais idosos, todos entre 50 e 60 anos, ficamos longe da multidão.  Mas foi super legal! Eles foram embora mais cedo e nós fomos mais para frente perto do final. O cara se garante muito! Canta do mesmo jeito que a gente ouve no CD. Não tem diferença! Perfeito.

Show do Stevie Wonder - LOTADO!

Show do Stevie Wonder - LOTADO!

O festival tem sido bem legal. Tem 6 ou 7 palcos espalhados pela Place des Arts, cada um com um tema diferente. E toda noite vários shows diferentes acontecem em cada palco. Ainda não teve uma noite em que não escutamos músicas cantadas em português. Desde bossa nova a Lenine, Djavan e Paulinho Moska… E os Quebecois adoram!

Nós estamos adorando o festival. A Kátia Freitas faria muito sucesso por aqui…

O próximo post vai ser do Márcio.

Como eu já havia dito, a cidade aqui é uma grande mistura. Tem gente de todo tipo: Chineses, Portugueses, Árabes, Russos, Alemães, Japoneses, Brasileiros… Quando a gente desce no elevador já encontra as diferenças. Sempre tem casais falando outra língua. Outro dia tinha um grupo, que parecia ser de Russos, bem animado. De vez em quando a gente encontra uns brasileiros no elevador também. A primeira vez foi engraçado, nós entramos no elevador e dissemos o bom e velho “Bonjour”. Eles responderam “Bonjour” e então continuaram a conversa em Português. Teve aquele intervalo de tempo até a gente perceber que eles não estavam falando inglês ou francês! Hehehehe!! Então nós falamos “Ah, são brasileiros!”. Conversando com os brasileiros aqui do Hotel descobrimos que eles todos estão aqui há 7 meses, trabalhando no Cirque du Soleil. São músicos, acrobatas e coreógrafos. Muito legal!

Primeiro almoço feito em casa

A comida aqui é bem variada. Tem muito fast food, especialmente o Tim Hortons. Mas no supermercado, dependendo do supermercado, tem muitas frutas, vegetais, orgânicos, etc. De frutas encontramos banana (não achei tão diferente como as pessoas dizem), melão, abacaxi, morango, framboesa, mirtilo, amora, pêssego, nectarina, tangerina, laranja, kiwi etc. De vegetais tem tudo e mais um pouco! As pessoas falam que comer frutas e verduras aqui sai caro, mas não é bem assim. Depende de onde se compra essas coisas… Além disso, não é muito diferente do Brasil.

Uma coisa diferente por aqui é que os mercados são bem diferentes entre si. Não é certeza de encontrar o mesmo produto em qualquer mercado. Os preços também diferem bastante. Esse final de semana fomos no Costco com o Jim e a Aleyne. É um lugar onde tudo é em grande quantidade e sai bem mais barato… Se eu já acho as embalagens gigantes por aqui, imagina nesse lugar!! Para comprar no Costco tem que fazer um cartão fidelidade e paga 50 dólares por ano. Nós não fizemos e juntamos nossas compras com as dos meninos. Pagamos tudo de uma vez e depois calculamos a nossa parte para pagar o Jim. Realmente foi bem mais em conta. Gastamos uns 150 dólares e tenho certeza que não vamos precisar voltar lá tão cedo.

A cidade também é cheia de pequenos cafés, com cadeiras nas calçadas e pessoas conversando no meio da tarde. Tem também aqueles restaurantes no subsolo dos prédios, bem aconchegantes…

Boulevard St. Laurent

Sexta, sábado e domingo, o boulevard St. Laurent (aquele que divide a cidade em anglófona e francófona) foi fechado para carros e as lojas foram para as ruas. A Júlia (prima do Molanda) disse que isso acontece umas 3 vezes durante o verão. Fica muito legal! As lojas colocam os cabides com as roupas na rua, fazem promoções, contratam grupos para tocar durante o evento… E os restaurantes fazem barraquinhas vendendo sanduíches, pizzas, e as vezes suas especialidades, um pouco mais barato que seria normalmente. E todo tipo de pessoa aparece nesse evento. Aqui tem muita gente maluca, viu?

Agora que o Márcio fez um apanhado geral sobre as nossas primeiras impressões aqui, vou postar sobre o nosso 1º dia em Montreal…

Assim que chegamos, deixamos o Athos e as malas no hotel e fomos direto tirar nosso SIN (Social Insurance Number). O Jim e a Aleyne nos levaram num lugar bem próximo a casa deles. Eles nos levaram nesse Service Canada Centre na parte Oeste de Montreal que fica no mesmo shopping que tem o cinema de 1 dólar.

De qualquer forma, para quem quer tirar o SIN em outras provícias é só entrar no site do Service Canada. Lá eles tem todas as informações para encontrar o Service Canada Centre mais perto de vocês…

Lá nós fomos atendidos por um imigrante do Haiti (já cidadão) muito engraçado. Ele foi super simpático e disse que não era nossa culpa de não estarmos entendendo o Francês ainda… Ele falou que demora um tempo até os imigrantes se acostumarem com o jeito quebecoise de falar.

Para tirar o Sin só precisamos dos passaportes e dos papéis do landing e voilà: a gente já saiu de lá com os números em mãos…

Quando saímos de lá fomos na Future Shop tentar comprar nosso Notebook. O Jim nos levou em uma perto de lá.

A Future Shop é “Amaizing”! Dá vontade de comprar tudo. Escolhemos o notebook: HP touchsmart TX2. Fomos tentar pagar e tivemos a maravilhosa surpresa de que a Future Shop não aceitava Travellers Cheques. Droga!

Fomos num WalMart lá perto para comprar comida para os primeiros dias…

Chegamos em casa exaustos!! Hehehehehe! Me surpreendi com a quantidade de coisas que fizemos assim que chegamos. Nós dormimos muito pouco num vôo cansativo e desconfortável,m as o fato de estarmos chegando numa sexta nos deu uma força extra porque sabíamos que não poderíamos resolver nada disso no final de semana.

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